A hérnia de disco é uma das causas mais comuns de dor nas costas e pode afetar pessoas de diversas idades, especialmente adultos entre 30 e 60 anos. Ela acontece quando o disco intervertebral — uma estrutura que funciona como amortecedor entre as vértebras — se rompe ou se desloca, comprimindo raízes nervosas próximas. Isso provoca dor, inflamação e, em casos mais graves, alterações motoras ou sensoriais.
Causas mais comuns:
A hérnia de disco pode surgir por diversos motivos. Entre os principais estão o envelhecimento natural da coluna (que leva à desidratação e desgaste dos discos), movimentos repetitivos, má postura ao sentar ou levantar peso, obesidade, sedentarismo e predisposição genética. Profissões que exigem esforço físico repetitivo ou que mantêm o corpo em posturas fixas por muito tempo também aumentam o risco.
Sintomas característicos:
Os sintomas variam de acordo com a região afetada:
- Na região lombar, a dor pode irradiar para as nádegas, pernas e pés (conhecida como ciática), podendo causar formigamento, dormência e fraqueza muscular.
- Na região cervical, a dor pode se estender para os ombros, braços e mãos, com sintomas semelhantes.
Em ambos os casos, a dor costuma piorar ao realizar esforços, tossir ou permanecer muito tempo na mesma posição.
Como é feito o diagnóstico:
O primeiro passo é a avaliação clínica feita por um neurocirurgião especializado em coluna, que verifica os reflexos, força e sensibilidade do paciente. O exame mais usado é a ressonância magnética da coluna, que mostra com clareza o disco herniado. Em alguns casos, podem ser solicitadas radiografias, tomografias ou eletroneuromiografia.
Tratamentos disponíveis:
Tratamento Clínico Conservador (primeira linha):
- Medicações analgésicas e anti-inflamatórias, como diclofenaco ou ibuprofeno, ajudam a controlar a dor e a inflamação.
- Relaxantes musculares são utilizados em casos com contraturas importantes.
- Neuromoduladores podem ser úteis em casos de dor neuropática.
- Fisioterapia especializada, com foco em técnicas de reeducação postural, alongamento, mobilização e fortalecimento da musculatura do core (abdômen e lombar).
- Métodos complementares, como RPG, pilates terapêutico, osteopatia ou acupuntura, podem ser aliados importantes na reabilitação.
- Infiltrações e bloqueios com corticoides, guiados por imagem, podem ser utilizados para alívio da dor intensa quando não há melhora com medicamentos orais.
Tratamento Cirúrgico (quando indicado):
- Indicado para casos com déficit neurológico progressivo, como perda de força muscular, ou quando não há melhora com o tratamento clínico em 6 a 8 semanas.
- A técnica mais comum é a microdiscectomia, realizada com mínima invasão, através de pequenos cortes e recuperação mais rápida.
- O tratamento por Endoscopia de coluna é um avanço nas técnicas minimamente invasivas para manejo das hérnias discais.
- Em casos mais complexos, pode ser necessária a colocação de próteses de disco ou a realização de uma artrodese(fusão vertebral), especialmente se houver instabilidade na coluna.
A escolha do tratamento deve ser feita de forma individualizada, com base na gravidade dos sintomas, estilo de vida e resposta à reabilitação.
Formas de prevenção:
- Praticar atividades físicas regularmente, com foco no fortalecimento da musculatura do core (abdômen e lombar).
- Manter uma postura adequada ao sentar, trabalhar e dormir.
- Evitar levantar peso de forma incorreta (dobrando a coluna).
- Controlar o peso corporal e evitar o sedentarismo.
A detecção precoce e o acompanhamento com especialista são essenciais para evitar a progressão da doença e garantir uma boa qualidade de vida.



