As doenças degenerativas da coluna englobam alterações progressivas que ocorrem nos discos intervertebrais e nas articulações da coluna. As mais comuns são a discopatia degenerativa e a artrose facetária, que estão entre as principais causas de dor crônica na coluna em adultos e idosos.
Causas mais comuns:
Essas condições são provocadas, principalmente, pelo envelhecimento natural da coluna, que leva à perda de elasticidade, desidratação dos discos e desgaste das articulações. Outros fatores incluem:
- Sedentarismo
- Obesidade
- Postura inadequada
- Trabalho físico repetitivo
- Predisposição genética
- Tabagismo
Sintomas característicos:
- Dor crônica nas regiões lombar ou cervical
- Rigidez ao levantar da cama ou após longos períodos sentado
- Dificuldade para se movimentar ou manter-se em pé por muito tempo
- Em casos mais graves, pode haver compressão de nervos, com dor irradiada, formigamento e fraqueza
Como é feito o diagnóstico:
- Radiografias simples, que mostram desgaste nas articulações e redução do espaço entre as vértebras
- Ressonância magnética, para avaliar discos, ligamentos e nervos
- Tomografia, em casos que exigem visualização óssea detalhada
Tratamentos disponíveis:
O tratamento das doenças degenerativas da coluna, como discopatia e artrose facetária, é multifatorial e visa controlar a dor, preservar a função e evitar a progressão do desgaste. A maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador.
Tratamento Clínico Conservador (base do manejo inicial):
- Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente utilizados em ciclos curtos para controle da dor e inflamação.
- Relaxantes musculares, especialmente em crises dolorosas com contratura muscular associada.
- Medicamentos adjuvantes para dor crônica – moduladores de dor, como antidepressivos tricíclicos ou gabapentinoides (ex.: pregabalina), são úteis em dor neuropática crônica.
- Fisioterapia especializada, voltada para:
- Alongamentos e mobilidade articular
- Fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna
- Melhora da postura e da biomecânica
- Exercícios isométricos e proprioceptivos
- Técnicas complementares, como osteopatia, RPG, pilates terapêutico, acupuntura ou hidroterapia, podem melhorar o controle da dor e a funcionalidade.
- Infiltrações e bloqueios guiados por imagem (quando há dor persistente):
- Infiltração facetária: injeção de anestésico e corticoide nas articulações facetárias (comuns em artrose).
- Bloqueio radicular seletivo: injeção próxima à raiz do nervo comprometido, útil quando há compressão associada.
- Rizotomia por radiofrequência: procedimento que “desliga” temporariamente os nervos responsáveis pela dor facetária crônica, com bons resultados em muitos pacientes.
Tratamento Cirúrgico (para casos refratários ou com complicações):
- Indicado quando:
- O paciente apresenta dor intensa e limitante por mais de 3–6 meses, mesmo com fisioterapia e bloqueios
- Há compressão de raízes nervosas associada, com sintomas neurológicos
- Existe instabilidade vertebral ou deformidade progressiva
- As opções cirúrgicas incluem:
- Descompressão de nervos (foraminotomia, laminectomia)
- Artrodese com instrumentação, nos casos de instabilidade ou desgaste avançado
- Técnicas minimamente invasivas vêm sendo cada vez mais utilizadas, com menor agressão tecidual e recuperação mais rápida
A decisão pelo procedimento cirúrgico deve considerar fatores como idade, comorbidades, estilo de vida e impacto funcional dos sintomas.
Formas de prevenção:
- Exercícios físicos regulares, especialmente os que fortalecem a musculatura de suporte da coluna
- Manutenção do peso ideal
- Postura adequada no trabalho e em casa
- Evitar o tabagismo, que afeta a nutrição dos discos
Com hábitos saudáveis e acompanhamento especializado, é possível conviver bem com alterações degenerativas, reduzindo dores e mantendo a autonomia.



