Hérnia de Disco: quando o tratamento conservador falha e a cirurgia é necessária
Introdução
A hérnia de disco é uma das causas mais comuns de dor na coluna e nos membros, afetando milhões de brasileiros. A boa notícia é que a maioria dos casos melhora com tratamento conservador. Mas quando isso não acontece, a cirurgia pode ser a melhor — e mais segura — decisão.
Neste artigo, o Dr. Felipe Cecchini, neurocirurgião com 20 anos de experiência em Novo Hamburgo, explica quando é hora de considerar a cirurgia.
O que é a hérnia de disco?
A coluna vertebral é formada por vértebras separadas por discos intervertebrais — estruturas em forma de almofada que absorvem impacto e permitem movimento. Quando o interior gelatinoso desse disco se projeta para fora, pressionando nervos ou a medula espinhal, temos uma hérnia de disco.
Pode ocorrer em qualquer região da coluna, mas é mais comum na região lombar (entre L4-L5 e L5-S1) e na região cervical (pescoço).
Quais são os sintomas?
Os sintomas variam conforme a localização e o grau da hérnia:
- Dor intensa na região lombar ou cervical
- Dor que irradia para a perna (ciática) ou para o braço
- Formigamento ou dormência nos membros
- Fraqueza muscular na perna ou no braço
- Dificuldade para caminhar ou segurar objetos
Quando tentar o tratamento conservador primeiro?
Na maioria dos casos, o primeiro passo é o tratamento sem cirurgia, que pode incluir repouso relativo, medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, fisioterapia e RPG, e infiltrações (bloqueios) para alívio da dor.
Esse tratamento funciona bem em 70 a 80% dos pacientes, especialmente nos primeiros episódios de dor sem comprometimento neurológico grave.
O tempo recomendado de tratamento conservador é de 6 a 12 semanas.
Quando a cirurgia é necessária?
A cirurgia está indicada quando ocorre pelo menos uma das seguintes situações:
1. Falha do tratamento conservador Após 6 a 12 semanas de tratamento adequado sem melhora significativa da dor ou da qualidade de vida.
2. Déficit neurológico progressivo Fraqueza muscular que piora, dificuldade crescente para caminhar, ou perda de sensibilidade que avança — são sinais de que o nervo está sendo danificado e não pode esperar.
3. Síndrome da cauda equina Emergência cirúrgica. Ocorre quando a hérnia comprime os nervos que controlam bexiga e intestino, causando incontinência ou retenção urinária. Requer cirurgia imediata.
4. Dor insuportável que não cede Quando a dor é tão intensa que impede o paciente de dormir, trabalhar ou realizar atividades básicas, mesmo com medicação máxima.
Quais são as opções cirúrgicas?
A cirurgia moderna para hérnia de disco é muito mais segura e rápida do que era há 20 anos. As principais técnicas incluem:
- Microdiscectomia: Retirada da parte do disco que pressiona o nervo, por uma incisão pequena com auxílio de microscópio. É o padrão ouro para hérnias lombares.
- Cirurgia minimamente invasiva: Incisões ainda menores, menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida.
- Artrodese: Indicada em casos de instabilidade associada, quando é necessário fixar as vértebras.
A maioria dos pacientes recebe alta no dia seguinte à cirurgia e retorna às atividades leves em 2 a 4 semanas.
5 sinais de que você não deve esperar mais
- A dor na perna é pior do que a dor nas costas
- Você sente fraqueza ao levantar o pé (pé caído)
- Perdeu o controle da bexiga ou intestino
- Já fez fisioterapia por mais de 3 meses sem melhora
- A dor te acorda à noite e não passa com nada
Se você se identificou com algum desses sinais, é hora de buscar avaliação especializada.
Conclusão
A hérnia de disco não precisa ser uma sentença de dor crônica. Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado — seja conservador ou cirúrgico — é possível recuperar a qualidade de vida com segurança.
O Dr. Felipe Cecchini atende em Novo Hamburgo e realiza avaliações individualizadas para definir o melhor caminho para cada paciente. Agende sua consulta pelo WhatsApp ou pelo formulário do site.


