Dr. Felipe Cecchini

Header — Dr. Felipe Cecchini

Doenças Degenerativas da Coluna (Discopatia, Artrose Facetária)

As doenças degenerativas da coluna englobam alterações progressivas que ocorrem nos discos intervertebrais e nas articulações da coluna. As mais comuns são a discopatia degenerativa e a artrose facetária, que estão entre as principais causas de dor crônica na coluna em adultos e idosos.

Causas mais comuns:

Essas condições são provocadas, principalmente, pelo envelhecimento natural da coluna, que leva à perda de elasticidade, desidratação dos discos e desgaste das articulações. Outros fatores incluem:

  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Postura inadequada
  • Trabalho físico repetitivo
  • Predisposição genética
  • Tabagismo

Sintomas característicos:

  • Dor crônica nas regiões lombar ou cervical
  • Rigidez ao levantar da cama ou após longos períodos sentado
  • Dificuldade para se movimentar ou manter-se em pé por muito tempo
  • Em casos mais graves, pode haver compressão de nervos, com dor irradiada, formigamento e fraqueza

Como é feito o diagnóstico:

  • Radiografias simples, que mostram desgaste nas articulações e redução do espaço entre as vértebras
  • Ressonância magnética, para avaliar discos, ligamentos e nervos
  • Tomografia, em casos que exigem visualização óssea detalhada

Tratamentos disponíveis:

O tratamento das doenças degenerativas da coluna, como discopatia e artrose facetária, é multifatorial e visa controlar a dor, preservar a função e evitar a progressão do desgaste. A maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador.

Tratamento Clínico Conservador (base do manejo inicial):

  • Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente utilizados em ciclos curtos para controle da dor e inflamação.
  • Relaxantes musculares, especialmente em crises dolorosas com contratura muscular associada.
  • Medicamentos adjuvantes para dor crônica – moduladores de dor, como antidepressivos tricíclicos ou gabapentinoides (ex.: pregabalina), são úteis em dor neuropática crônica.
  • Fisioterapia especializada, voltada para:
  • Alongamentos e mobilidade articular
  • Fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna
  • Melhora da postura e da biomecânica
  • Exercícios isométricos e proprioceptivos
  • Técnicas complementares, como osteopatia, RPG, pilates terapêutico, acupuntura ou hidroterapia, podem melhorar o controle da dor e a funcionalidade.
  • Infiltrações e bloqueios guiados por imagem (quando há dor persistente):
  • Infiltração facetária: injeção de anestésico e corticoide nas articulações facetárias (comuns em artrose).
  • Bloqueio radicular seletivo: injeção próxima à raiz do nervo comprometido, útil quando há compressão associada.
  • Rizotomia por radiofrequência: procedimento que “desliga” temporariamente os nervos responsáveis pela dor facetária crônica, com bons resultados em muitos pacientes.

Tratamento Cirúrgico (para casos refratários ou com complicações):

  • Indicado quando:
    • O paciente apresenta dor intensa e limitante por mais de 3–6 meses, mesmo com fisioterapia e bloqueios
    • Há compressão de raízes nervosas associada, com sintomas neurológicos
    • Existe instabilidade vertebral ou deformidade progressiva
  • As opções cirúrgicas incluem:
    • Descompressão de nervos (foraminotomia, laminectomia)
    • Artrodese com instrumentação, nos casos de instabilidade ou desgaste avançado
    • Técnicas minimamente invasivas vêm sendo cada vez mais utilizadas, com menor agressão tecidual e recuperação mais rápida

A decisão pelo procedimento cirúrgico deve considerar fatores como idade, comorbidades, estilo de vida e impacto funcional dos sintomas.

Formas de prevenção:

  • Exercícios físicos regulares, especialmente os que fortalecem a musculatura de suporte da coluna
  • Manutenção do peso ideal
  • Postura adequada no trabalho e em casa
  • Evitar o tabagismo, que afeta a nutrição dos discos

Com hábitos saudáveis e acompanhamento especializado, é possível conviver bem com alterações degenerativas, reduzindo dores e mantendo a autonomia.

Header — Dr. Felipe Cecchini